A infância de Hippolyte Rivail ou Allan Kardec

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O Jovem Rivail passou sua infância e juventude na casa de sua avó materna, Charlotte Bochard, na cidade francesa de Bourg-en-Bresse, no departamento de Ain. Vinha de uma importante família, tendo sido o seu avô, o patriarca Benôit Marie Duhamel, préfet do departamento de Ain (cargo equivalente ao de governador de estado).

A cidade de Bourg, no decorrer dos séculos, era um destino de viagem muito apreciado pelos franceses, e foi frequentada por reis, nobres, também por Napoleão Bonaparte, e muitas famílias de férias. Os bressans, como eram conhecidos seus moradores, tinham a fama de serem reservados, mas bastante receptivos e hospitaleiros, quando sua proximidade fosse conquistada.

A casa da família Duhamel era uma Maison de maître, casa típica das famílias mais abastadas daquela época, como os profissionais liberais e a elite rural. Eram construídas em três pavimentos. O primeiro abrigava as salas, cozinha, sala de jantar, áreas de serviços. No segundo andar localizava-se a área íntima, como quartos. Por fim, um sótão ocupara o terceiro pavimento. Sua fachada possuía três fileiras de janelas e uma grande porta de entrada que tinha acesso por uma pequena escadaria.

A Maison onde viveu Rivail era bastante ampla. Havia um grande pátio, estábulos para animais, e em suas proximidades diversos terrenos serviam à produção agrícola. Ficava numa região mais afastada do centro urbano da cidade, e os costumes eram típicos da vida que se leva hoje nos sítios e fazendas. Tirar leite das vacas, produzir queijo, colher legumes e verduras na horta, dar comida aos animais. As cercanias comportavam um ambiente bucólico e agradável, o que nos remete a uma infância rica de oportunidades de aprendizado para aquele esperto e inteligente menino.

Em 1828, aos 24 anos, em seu livro: Plano para melhoria da Educação Pública da França, o jovem Rivail iria escrever sobre as condições ideias para a educação infantil: “teria suposto este pequeno estabelecimento não em Paris, mas numa bela região, onde as satisfações da vida campestre seriam unidas às ocupações sérias”. As aulas seriam “de história natural no campo, de instruí-los em conversações, durante passeios. Teria aconselhado o educador fazer seus alunos viajarem, para estudarem, eles próprios, os costumes dos povos e visitar os lugares históricos”.

Ou seja, ao escrever essas palavras, o jovem professor Rivail estava certamente lembrando-se de episódios de sua própria infância.

3 Comentários


  1. Faço parte do grupo do LEAN de Jacob Melo. Feliz em saber que existem outros pesquisadores trabalhando para recolocar o magnetismo animal no lugar que Kardec sempre indicou…..apesar da cegueira intolerante da FEB. Encontro a sua obra nas livrarias espíritas? Harmonia, paz e luz para o Universo tudo

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    1. Roberto, o livro “Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos” está sendo preparado para republicação ainda este ano, pela Editora Maat. Avisaremos neste blog, aguarde! No entanto, há um capítulo bastante completo e esclarecedor sobre as relações entre Magnetismo Animal e Espíritismo na obra “Revolução Espírita”. Confira.

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  2. É muito bom conhecer mais sobre esta doutrina bendita, chega de apostilas febianos, O nosso Chico não tinha nenhuma apostila seu livro preferido era o Evangelho de Jesus, devemos estudar a Doutrina na sua essência para que não seja deturpada, cada um que escreve sobre algo já existente está sempre contaminando O existente com suas idéias. No caso da Doutrina dos Espirito não há necessidade desse mecanismo dai ser A Doutrina dos Espíritos é não dos Espiritas.

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