Entrevista: programa Repensar da TV Mundo Maior

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Publicado por TV Mundo Maior

O Repensar é um programa dedicado à literatura espírita. A apresentadora Maria Izilda Netto recebe escritores, estudiosos e diversos especialistas  em um bate papo com muita informação e espiritualidade. Desta vez, a entrevista apresenta o Paulo Henrique de Figueiredo, autor do livro Revolução Espírita, a Teoria esquecida de Allan Kardec. A obra é fruto de intensos estudos por parte do escritor e jornalista que duraram vinte anos, baseado em fontes primárias, jornais e diversos documentos, são relatados o movimento dos magnetizadores, a infância do codificador, como se qualifica a revolução espírita, a ideia de liberIzildadade e da moral autônoma que o espiritismo propõe. O que teria entusiasmado um intelectual francês do século 19 a reconhecer na teoria espírita o potencial de transformar o mundo? Confira abaixo um trecho da entrevista.

Por que os espíritas não entendem bem o magnetismo?

R: Porque é um assunto complexo. O magnetismo teve duração maior do que o Espiritismo, este segundo desenvolvido entre 1857 a 1869. Ele começa com Mesmer antes da revolução (Francesa), o médico ainda estava vivo na época de Kardec, que foi magnetizador por 35 anos antes de começar a pesquisa espírita. O magnetismo animal ainda se desdobrou na pesquisa da hipnose. Eu fui estudar a história do magnetismo e como o fenômeno espírita surgiu nesse meio desde 1849. Naquela época, as mesas girantes e ‘tudo aquilo’ que girava foi sendo interpretado primeiramente como um novo fenômeno do magnetismo animal. Kardec tomou conhecimento dos fenômenos espíritas somente em 1855.

A primeira edição do Livro dos Espíritos com 500 perguntas era, em verdade, feita pelos magnetizadores e espiritualistas racionais e das mais diversas áreas do conhecimento?

R: Mais de trin ta cadernos com pesquisas de vários pensadores de um grupo de magnetizadores, que dialogaram com os espíritos sobre os mais diversos temas, serviram como base para que Kardec, em dois anos, pudesse construir as perguntas para a primeira edição de o Livro dos Espíritos. Depois disso, mais de mil centros de pesquisa se uniram a Kardec para a elaboração da segunda e definitiva edição dessa grandiosa obra. Mostramos na obra os detalhes dessa interessante história, um mergulho na história da França, na cultura da época e no que os espíritos trouxeram de novo.

Você cita eminecapa-livroREntes personalidades como Gonçalves de Magalhães, Manuel de Araújo Porto- Alegre e Torres Homem que foram à França trazer novidades sobre o magnetismo para o Brasil. Você reproduz as cartas de Porto-Alegre?

R: Sim, o Gonçalves de Magalhães foi um magnetizador e trouxe o magnetismo animal para o Brasil, liderou a escola filosófica do espiritualismo racional e escreveu um livro intitulado ‘Fatos dos Espírito Humano’, em 1858, onde termina o livro falando de reencarnação. Porto-Alegre vai conhecer o espiritismo no Brasil nesta mesma época trocando correspondência com Kardec. Torres Homem era médium psicográfico. A esses três amigos, juntou-se o poeta Gonçalves Dias (1823/1864), que, após a morte, ressurgiu como espírito nos diálogos mediúnicos com Porto-Alegre, registrados na primeira obra espírita, inédita e reproduzida na íntegra no apêndice de Revolução Espírita. O livro explica em detalhes a ciência filosófica, termo próprio da época adotado pelo Kardec, de como estudar a filosofia de uma forma científica.

Como você deixou a leitura deste extenso material mais interessante e menos árido para o leitor?

R: Levei dois anos para transformar o pano de fundo do livro em um romance histórico que vai contar muitos fatos novos sobre a biografia de Kardec, que se torna um personagem vivo, nos relatos da infância dele (que não foi em Lyon mas na cidade de Bourg-en-Bresse) e sobre a mãe de Kardec, Jeanne Louise, que se dedicou integralmente para seu filho se tornar educador.

Assista a entrevista na íntegra, no seguinte link: Parte 1

1 comentário


  1. Uma grande obra declarada para que nós espíritas possamos definir o que queremos para um futuro de sucesso na teoria é prática.

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