Inédito: vídeo revela a adulteração da obra de Kardec!

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Inédito: vídeo revela a adulteração da obra de Kardec!

Acaba de ser divulgado um vídeo depoimento da pesquisadora e diplomata brasileira Simoni Privato, autora da obra El Legado de Allan Kardec, com cenas de sua pesquisa em documentos na Biblioteca Nacional da França para definitivamente provar que a versão mais divulgada da obra A Gênese de Allan Kardec foi adulterada criminosamente, privando os espíritas de conhecer a mensagem original da Doutrina Espírita.

Tudo ocorreu quando da publicação da quinta edição da obra, em 1872, pelo responsável em dar continuidade à publicação e divulgação do Espiritismo, Pierre Leymarie. Ele passou a oferecer aos leitores, sem dar destaque algum na Revista Espírita, espíritas uma versão de A Gênese revista, corrigida e ampliada pelo autor. Todos os dezoito capítulos foram modificados em dezenas de itens. Mas não foram apenas mudanças gramaticais, foi mesmo uma reviravolta quanto aos conceitos doutrinários.

Pela dedicação de Leymarie, as traduções autorizadas, as novas edições, toda a continuidade da difusão de A Gênese desde três anos apenas do passamento de Allan Kardec passou a ser feita a partir da edição corrigida e ampliada.

Em 1884, e Simoni descreve esse fato em sua obra, o pesquisador espírita Henri Sausse, amigo de Leon Denis e Gabriel Delanne, publicou um artigo bombástico: Uma infâmia! Nele denuncia que A Gênese, em verdade, foi adulterada! Não teria sido iniciativa de Kardec, mas uma falsificação criminosa.

Questionada pelo presidente da Confederación Espiritista Argentina, Gustavo Martinéz, ele próprio tradutor para o espanhol das obras de Kardec, Simoni Privato passou a investigar os fatos, buscando provas, analisando os argumentos, com isenção, sem estabelecer nenhuma hipótese inicial.  Encontrou provas jurídicas, documentos registrados na Biblioteca Nacional da França que demonstram a adulteração na quinta edição. São legítimas apenas as quatro primeiras, idênticas, publicadas exatamente como o autor a concebeu!

Simoni Privato: Hoje passamos a difundir um vídeo, com cenas filmadas em Paris, sobre a questão do conteúdo definitivo. É um vídeo muito resumido, que procura esclarecer e sensibilizar. No Youtube, está com legendas em português:

https://www.youtube.com/watch?v=7xEgZYqqlNQ

Neste vídeo de 15 minutos, que vale a pena assistir, Simoni narra sua pesquisa na França e seu emocionante contato com o exemplar depositado por Kardec de A Gênese original, documento que estava com acesso público interditado, por ser um documento judicial. Ela venceu as barreiras, e está aberto historicamente um caminho para restituir a verdade, colocar no lugar as palavras originais publicadas por Allan Kardec, justamente 150 anos depois. Não acredito, definitivamente, em acaso ou coincidências!

A obra Le Legado de Allan Kardec será lançada em português no primeiro semestre de 2018!

(Por Paulo Henrique de Figueiredo – Revolução Espírita)

20 Comentários


  1. Meus Deus, minha cabeça vai explodir… A pergunta que não sai da minha cabeça é: será que consegui entender a doutrina mesmo com tantas modificações?

    Paulo, você que é um fabuloso estudioso de Kardec, acha que o conteúdo do seu livro Revolução Espírita será comprometido com a publicação da obra original de Kardec?

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    1. Marcelo Leite, para a segunda edição de “Revolução Espírita” vamos corrigir as citações de “A Gênese” conforme a edição original de Allan Kardec. Também fomos vítimas dessa adulteração criminosa! Vamos trabalhar para restaurar as traduções das edições brasileiras!

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    1. Precisamos nos mobilizar, cobrar das editoras que publicam as obras de Kardec. Divulgar ao máximo o ocorrido. Precisamos esclarecer a opinião pública!

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  2. Olá, prezado confrade Paulo. Há alguma perspectiva de estudos acerca da comparação entre a(s) edição(ões) legítima(s) e a adulterada, digamos, ressaltando as passagens mais críticas que teriam sofrido adulteração? Obrigado. Um abraço fraterno, João.

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    1. Tenho recebido inúmeros pedidos, vamos preparar os estudos comparativos e postar as poucos. Obrigado!

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  3. Fiquei chocado com essa revelação!
    Como podemos ficar sabendo disso tudo só 150 anos depois! E a quarta edição sob segredo judicial!!
    Quando sair a edição em português comprarei imediatamente.
    No entanto, gostaria de saber quais são as principais diferenças. Tem como adiantar isso Paulo?
    Obrigado!

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    1. São mais de 160 supressões e acréscimos. Algumas vezes são frases ou palavras, alterando o sentido ou até o invertendo. A CELD, Centro Espírita Leon Denis, lançou a tradução de uma versão original de Kardec. De forma impressa e também digital. A digital você pode encontrar na rede. Dessa forma você poderá comparar as duas e verificar as alterações!

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  4. Já conhecia o fato das alterações/adulterações, mas com esse trabalho será muito melhor para a divulgar e explicar.
    Obrigado por compartilhar.

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  5. Boa tarde! Paulo, mostre nos apenas um um item de algum capitulo, para termos uma no#ao desta absurda adultera#ao. adulter

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    1. Um exemplo das 160 adulterações foi a retirada de todo a parte “A ciência”, que era o item 58 do capítulo 6. Foi completamente retirado. Veja o texto suprimido:
      A CIÊNCIA
      58. – A inteligência humana criou suas poderosas concepções sob os limites do espaço e do tempo; ela penetrou no domínio inaccessível dos velhos tempos, sondou o mistério dos céus insondáveis explicando o enigma da criação. O mundo exterior se desenvolveu sob os olhares da ciência seu panorama esplêndido e sua magnífica opulência, e os estudos do homem se elevaram ao conhecimento da verdade; ele explorou o universo, encontrou a expressão das leis que o regem e a aplicação das forças que o sustentam e se não lhe tenham sido dado mirar, face a face, a causa primeira, ao menos é bem sucedido na noção matemática da série de causas secundárias.
      Neste último século, sobretudo, o método experimental – somente que seja verdadeiramente científica – tem sido posto em prática nas ciências naturais, e por sua ajuda, o homem está despojado dos prejulgamentos da antiga Escola e das teorias especulativas para se reafirmar no campo da observação e o cultivar com senso e inteligência.
      Sim, a ciência dos homens é sólida e fecunda, digna de nossas homenagens pelo seu passado difícil e extensivamente provado, digno de nossas simpatias pelo seu porvir, engrossado de descobertas úteis e proveitosos; porque a natureza é de hoje em diante um livro accessível às pesquisas do homem estudioso, um mundo aberto às investigações do pensador, uma região brilhante que o espírito humano já visitou, e na qual ele pode duramente progredir, tendo em mão a experiência por bússola.
      59. – Um velho amigo de minha vida terrestre assim me falou recentemente. Uma peregrinação nos tem mantido sobre a terra, e nós preparamos de novo moralmente este mundo; meu acompanhante aditou que o homem está atualmente familiarizado com as leis, as mais abstratas da mecânica, da física, da química; que as aplicações à indústria não são menos notáveis do que as deduções da ciência pura, e que a criação por inteiro, sabiamente estudada por ele parecia ser daqui para frente seu real apanágio. E como perseguimos nossa marcha fora deste mundo, eu o respondi em seus termos:
      60. – Tênue átomo (8) perdido em um ponto imperceptível do infinito, o homem acreditou entrelaçado em seus olhares a extensão universal, quando poderia com dificuldade contemplar a região que habita; ele crê que estuda as leis da natureza inteira quando, suas apreciações tinham, apenas, se referido às forças em ação em volta dele; acreditou que determinara a grandeza do céu quando se resumia na determinação de um grão de poeira. O campo de suas observações é tão exíguo como um acontecimento perdido de vista, o espírito tem pena de reencontrar; o céu e a terra do homem são tão pequenos, que a alma em seu impulso não tem o tempo de ostentar sua asa antes de ser bem sucedido nas últimas paragens accessíveis à observação.
      O universo incomensurável nos cerca por todas as partes, ostentando para além dos céus riquezas incomensuráveis, pondo em jogo forças inapreciáveis, desenvolvendo modos de existência inconcebíveis para nós e propagando ao infinito o esplendor e a vida.
      E o animálculo, mísero ácaro, privado de asas e de luz, da qual triste existência se consome sobre a pétala que lhe deu o dia, pretenderia – porque ele faz qualquer passo sobre esta pétala agitada pelo vento – ter o direito de falar sobre a árvore imensa de onde se apartou, árvore, pois, da qual apenas percebe a sombra; ele se imaginaria loucamente poder raciocinar sobre a floresta da qual sua árvore faz parte e discutir sabiamente sobre a natureza dos vegetais que aí se desenvolvem, seres que habitam, do sol longínquo do qual os raios descendentes algumas vezes aí levar o movimento e a vida? – Em verdade, o homem seria arrogantemente pretensioso de querer medir a grandeza infinita ao pé de sua pequenez ínfima!
      Também deveria estar bem compenetrado desta ideia: que se os labores áridos dos séculos passados lhe dotassem de seus primeiros conhecimentos das coisas, se a progressão do espírito o colocou no vestíbulo do saber, apenas ainda fez soletrar a primeira página do livro; que ele é como a criança, susceptível de se esbarrar a cada palavra e, longe de pretender interpretar a obra de maneira doutoral, deva se contentar em estudar humildemente, página por página, linha por linha. Venturoso ainda o que o possa fazer.

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  6. Alguém no Brasil está disposto a traduzir a Gênese, em seu verdadeiro conteúdo e de forma
    confiável?

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    1. Olá, Alex. A iniciativa de traduzir a versão original de Kardec, que foram as edições de 1 a 4, já foi feita pelo Centro Espírita Leon Denis (CELD), em versão impressa e digital. Em versão virtual também está disponível a tradução feita por Carlos Imbassahy. Você pode encontrar ambas na internet.

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    1. Olá, Ademar. Certamente descontente com as ideias de liberdade e transformação social pela autonomia, sob a responsabilidade de Leymarie, em 1872 a obra A Gênese foi adulterada em mais de 260 itens. Alguns capitulos restaram transfigurados. Você pode encontrar na rede o texto original de Kardec (constante das edições francesas de 1 a 4) feita pelo Carlos Imbassahy. Infelizmente, as edições impressas (com a exceção da Celd) são todas da 5 edição adulterada. Foi um crime que todos somos vítimas! Vamos divulgar, e aguardar a restauração do texto original de Allan Kardec pelas editoras brasileiras.

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  7. Paulo, em 2013 a FEB relançou as obras básicas com novas traduções e a Gênese foi traduzida com base nas quatro primeiras edições. Não seria o caso de divulga-las?

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    1. As traduções da FEB são da quinta edição adulterada por enquanto. Vamos aguardar.

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  8. Infelizmente a história se repete. Esses lamentáveis acontecimentos devem servir como um ALERTA aos Espíritas para que se dediquem ao estudo sincero e continuado da obra de Allan Kardec, a única fonte absolutamente segura da Doutrina dos Espíritos. E além do estudo da parte doutrinária, temos também o dever de estudar e investigar a história do movimento espírita desde Kardec, o que muitos acham não ser necessário. Puro engano!

    Já não vimos isso aqui mesmo no Brasil? Quem não se lembra da adulteração do próprio Evangelho Segundo o Espiritismo, que também aconteceu no seio do nosso movimento espírita? Para aqueles que não conhecem o incidente o momento é oportuno para isto, basta ler a singular obrinha intitulada Na Hora do Testemunho de autoria do Professor J. Herculano Pires e Francisco Candido Xavier.

    Meu Deus, como podemos à esta altura fazer concessões do tipo “adulterada ou não isso não importa”, por entender que “o verdadeiro espiritismo é encontrado atraves da razão e do bom senso”? Não, de forma alguma! Quando nos achamos assim tão capacitados em “nossa razão e bom senso”, aí sim é que nos oferecemos como presas fáceis dessas investidas das sombras. E isto que aí estamos vendo nada mais é do que o produto dessa suposta autosuficiência.

    É triste e estarrecedor a oitiva do depoimento dessa jovem conterrânea abençoada, Simoni Privato, a quem devemos um profundo agradecimento pela sua dedicação e exemplo. O testemunho que ela nos dá pelos depoimentos já prestados na mídia social, e certamente através da sua obra El Legado de Allan Kardec, em cujas páginas estarei imediatamente mergulhando com avidez, é também um fragoroso endosso à extraordinária obra de pesquisa, Revolução Espírita, deste valoroso pesquisidar e autor espírita, Paulo Henrique de Figueiredo. Recomendo com toda ênfase possível a leitura desta obra magistral, cujo conteúdo é de uma enorme contribuição aos nossos estudos espíritas, tanto no aspecto doutrinário como no da História do movimento espírita a partir de Kardec.

    Aqueles que se decidirem por empreender essa viagem através das belas páginas da obra do Paulo Henrique de Figueiredo, talvez com uma certa surpresa, descobrirão que essa nova denúncia representa apenas a ponto de um iceberg. Todavia ela sutilmente expõe uma ideológica de pretensão hegemônica que equivocadamente pretende controlar os conhecimentos oriundos da Doutrina dos Espíritos, cuja essência primeira é a característica inarredável do respeito à Autonomia Moral e ao Livre Arbítrio do Espírito em sua jornada evolutiva. É o que ele nos mostra já no prelúdio da sua obra espetacular, nesta assertiva:

    “A autonomia estará estabelecida quando os indivíduos se reconhecem livres e responsáveis, agindo de forma solidária ao seguir a lei presente em sua consciência, e não obedecendo aos outros homens. Essa mudança de paradigma representa aquela modificação na disposição moral capaz de regenerar a humanidade, como previu Kardec.” Antonio Leite (de Nova Iorque)

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    1. Lúcido e esclarecedor comentário. Cada soldado que se soma nesta batalha de ideias, nesta revolução pacífica e transformadora, participa voluntariamente dessa transformação global. Almejamos um planeta feliz, semeado no terreno da liberdade. Utopia? Claro que é! No sentido de realidade futura antevista, servindo como meta consoladora. Mãos às armas! Ou seja, palavras, sentimentos, entendimentos, recuperações, esclarecimentos. Abraços, Antonio Leite!

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