Afinal, o que é magnetismo animal?

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Há muito desconhecimento quanto ao Magnetismo Animal. Originalmente, ele nada tem a ver com a concepção popular atualmente divulgada.
O termo “magnetismo animal” foi criado pelo médico alemão Franz Anton Mesmer (1734 – 1815). como um novo paradigma da física de então para fundamentar sua renovação da ciência médica, já que ele considerava falsa a teoria aceita pela comunidade científica de sua época — uma teoria mecanicista para as forças (luz, eletricidade, magnetismo, eram consideradas matérias, esferas duras, sem peso e invisíveis). Para Mesmer, porém, as forças seriam ondas, vibrações de um elemento primordial (o fluido cósmico universal, termo também proposto por ele). Segundo ele, cada uma das diversas faixas vibracionais do fluido universal impressionava os nossos sentidos físicos, como a luz para o olho e o ar para os ouvidos. Desse modo, o “magnetismo animal”, segundo ele, seria o meio de c

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Franz Anton Mesmer

omunicação entre a vontade do magnetizador e o paciente, um estado de vibração do fluido cósmico universal acima da luz (que na época era o mais sutil fenômeno), perceptível por nosso sistema nervoso e pelo senso íntimo, explicando assim os efeitos do tratamento pelo passe e os efeitos do sonambulismo provocado.

Desse modo, o passe curativo não seria uma simples transmissão de substância (o que a teoria materialista dos fluidos materiais aceita pelos físicos da época levaria a crer), como costumeiramente se pensa, mas uma ação dinâmica do organismo saudável do magnetizador em sintonia com o doente, acelerando o ciclo natural da cura, como também funciona na medicina homeopática, sendo assim ambas compatíveis! Isso explica porque o fundador da homeopatia, Samuel Hahnemann (1755-1843), não só aplicava passes mesméricos em seus pacientes, combinando-os com os remédios; mas também acrescentou essa prática à sua medicina, em seu livro Organon da arte de curar.

Depois, no século seguinte, os espíritos iriam aceitar essa teoria do “fluido universal” proposta por Mesmer como conceito fundamental da doutrina espírita. Demonstrando a relevância dessa recuperação, vale lembrar que Kardec considerava Magnetismo Animal e Espiritismo como ciências irmãs, e que seria impossível compreender uma sem conhecer a outra.

Os médicos homeopatas da época de Alla Kardec faziam uso do tratamento de passes do Magnetismo Animal, e grande parte deles era espírita. Essas três ciências: Espiritismo, Magnetismo Animal e Homeopatia se afinavam, se uniam, compartilhavam seus fundamentos. formavam um ambiente cultural propício para a difusão dessas ideias. Uma pena que, com a virada do século 19 o materialismo dogmático tenha penetrado na Universidade como uma erva daninha, entranhando-se e encobrindo as conquistas científicas espiritualistas do século anterior. Está na hora de recuperar para transformar.

O ainda mais surpreendente está no fato de que, consideradas as diferenças culturais de cada época, as ideias de Mesmer sobre o fluido universal, considerando as forças como ondas, é uma antecipação conceitual intuitiva do atual paradigma da física moderna! Veja essa explicação em Revolução Espírita – a teoria esquecida de Allan Kardec.

2 Comentários


  1. Sr. Paulo Henrique de Figueiredo,
    O conheci pela TV Boa Nova, onde assisto a seus programas, sempre com fundamentos esclarecedores, que se tornam de fundamental importância para todos os Espiritas que buscam conhecimento aprofundado da Doutrina Espirita. Sinto-me profundamente agradecido.
    Obrigado.

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    1. Olá, Eurípedes. Muito obrigado. É gratificante ter o retorno da divulgação da Doutrina Espírita que fazemos pelas obras, imprensa, rádio e TV. O Espiritismo, bem acolhido em nossas terras, está destinado a auxiliar a revolução moral de nosso orbe. É um dever fazer chegar a todos os interessados seus renovadores conceitos fundamentais de autonomia, cooperação e solidariedade. Por meio deles, chegará o dia no qual todo aquele que aqui nascer receberá iguais oportunidades de morar, ter uma família, estudar e relacionar-se socialmente. Mãos à obra!

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